PREVISÃO

Construção deve crescer 1,3% em 2019

O SindusCon-SP (Sindicato da Construção) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da Construção se elevará em 1,3% em 2019. Este resultado, porém, dependerá do crescimento de 2,5% do PIB nacional no próximo ano. Os dados foram calculados pela Fundação Getulio Vargas a pedido do SindusCon-SP.
 
Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, “esta projeção leva em consideração o início de uma retomada neste segundo semestre e a expectativa de uma política econômica, reequilíbrio das contas públicas, reforma da Previdência e desburocratização para empreender”.
 
Com base nos dados do PIB do terceiro trimestre divulgados pelo IBGE recentemente e alta de 0,7% na construção, o SindusCon-SP estima que o PIB da construção em 2018 deve fechar em -2,4%. Ainda segundo o IBGE, a taxa acumulada até setembro do PIB da construção é de -2,6%.
 
Apesar do cenário negativo, o ano indica uma leve melhora, com aumento nos lançamentos e vendas, redução de distratos, crescimento do crédito imobiliário e redução no número de demissões. “A retomada tem sido lenta, mas estamos progredindo”, acrescenta Romeu Ferraz.
 
Para 2019, a economista elencou os fatores positivos para a expansão do setor: inflação dentro da meta, baixa taxa de juros real, empresas com capacidade ociosa, o efeito “lua de mel” que marca os primeiros anos de um novo governo e a elevação das expectativas. Contudo, também elencou a persistência de aspectos negativos: incertezas sobre a capacidade de aprovação das reformas, a crítica situação fiscal da União e dos Estados e um cenário externo com perspectiva de desaceleração do crescimento econômico.
 
Para o professor Robson Gonçalves, com a mudança do governo federal eleito no modo de fazer política e seu desconhecimento em relação a determinados temas, abre-se o caminho para que a construção civil se organize e apresente propostas. Segundo ele, ou a sociedade civil contribui com subsídios para o governo ou 2019 acabará sendo mais um ano perdido.
 
Segundo ele, deverá haver empenho governamental na área das concessões e abertura para propostas em relação ao fomento da política habitacional. Quanto à possibilidade de sucesso, só o tempo dirá se a condução da política resultará em aquecimento da economia e, consequentemente, da atividade da construção, completou.

Fonte: Boletim CBIC Hoje – 04/12/2018 – Edição 6190 – Foto: Divulgação