Seminário: Ética & Compliance na Construção Civil - 06/12 - Cascavel

Mais de cem pessoas participaram na tarde da quarta-feira (06/12) do Seminário Ética e Compliance na Construção, promovido pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e Sesi em Cascavel, Paraná. O evento foi realizado pelo Sinduscon/Paraná-Oeste (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná Oeste) e teve como objetivo promover um debate sobre o tema que é essencial para o sucesso empresarial e uma exigência da sociedade.

Em seguida, o advogado, gerente executivo jurídico, de riscos e compliance da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Marco Antônio Guimarães, palestrou sobre a intolerância social e o tamanho dos danos da corrupção no Brasil e no mundo. “Na Alemanha, por exemplo, era possível abater imposto de renda se você alegasse que pagou propinas em outros países para viabilizar negócios. A corrupção era aceita e não vista como um problema, o que não acontece mais”, comentou. Marco também citou alguns números do tamanho da corrupção do país, que segundo estudo realizado em 2012 pode variar de 1,3% a 2,3% do PIB, ou seja, até R$ 101 bilhões por ano.

Experiências

Na sequência foi a vez da gerente de controle interno, ética e compliance da Plaenge, Andréa Cristiane da Silva, falar. A profissional contou a história da empresa, sempre muito ligada à moralidade. “Em 2012 nós lançamos o Código de Ética da Plaenge, quando nem se falava sobre esse assunto. Desde a fundação, em 1970, quaisquer desvios éticos são punidos. Em 1980, quando fazer obras públicas representava 80% do nosso faturamento, a direção decidiu por não mais fazê-las. Houve um pedido de propina e decidimos que aquilo não era para nós. Optamos por crescer menos e mais devagar e manter os nossos valores”, contou.

Lino Gaviolli, consultor da Siemens, contou a experiência da empresa na implantação de um sistema ético e de compliance, hoje tratado como prioridade número um no mundo pelos gestores da instituição. “Quando começamos a implantá-lo, em 2008, os vendedores diziam para nós, com o dedo em riste, que quebraríamos a empresa, que não sabíamos como funcionava o mercado”, contou.

Os preceitos adotados na Siemens são simples: prevenção, detecção e resposta. A prevenção funciona por meio de mecanismos de gestão de riscos, treinamentos e motivação dos colaboradores. A detecção por meio de criação de canais de denúncia anônimos e resposta por meio de ações incisivas e punitivas.

“Tudo isso não funciona se o exemplo não vier de cima, da presidência. O mundo e o Brasil mudaram e hoje exigem empresas legítimas. A ética não é moda”, frisou.

Lino apresentou diversas ações desenvolvidas pela empresa para manter o assunto compliance vivo na discussão dos servidores, como gincanas entre outros. Até um jogo infantil foi criado, o EduComÉtica. Segundo ele, as empresas só conseguem ser éticas se toda sua equipe aderir, afinal, “empresas não são éticas. Pessoas são”.

Após a apresentação dos palestrantes, todos eles reuniram-se ao palco para responder perguntas e interagir com os presentes.

*Todas as fotos do evento estão disponíveis no Facebook: https://www.facebook.com/pg/SindusconParanaOeste/photos/?tab=album&album_id=1748135975261878

 


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